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     TÉCNICA DE APLICAÇÃO


A aplicação de META<>CRILL® é feita em caráter ambulatorial, extremamente simples, indolor e rápida.

Para o procedimento, o paciente pode ser posicionado em decúbito dorsal ou deitado com com elevação do dorso e cabeça ao redor de 40 graus ou permanecer sentado, posição esta por nós preferida para a implantação na face, pois assim os sulcos e depressões se mostram como realmente são.

Os cuidados de assepsia e anti-sepsia são os comuns a qualquer procedimento cirúrgico, utilizando-se o uso de qualquer anti-séptico para superfície cutânea; pessoalmente utilizamos álcool iodado a 1 % para a anti-sepsia.

O frasco com o produto deve ser colocado com a tampa para baixo, em posição vertical, antes do uso, pois, por sua viscosidade elevada, levará algum tempo para se concentrar junto à tampa de borracha. A retirada é feita com agulha de calibre 1 ½ (40x16), adaptada a seringa com que se fará a implantação, geralmente de 1, 3 ou 5 cc. Retira-se o volume previsto para a correção.

A injeção é feita com agulhas de calibre 1 ¼ ou 0,7 (25x8 ou 25x7) ou cânulas rombas de 1 mm de calibre.
O ponto de penetração da agulha deve se situar a 0,5 cm do início do local da implantação, evitando-se assim a possibilidade de contato entre o implante e o exterior.

A introdução é feita sob forma de "palitos" ou cilindros, paralelos, cruzados ou em leque, de acordo com a experiência e hábito do aplicador. No entanto, a injeção deve evitar a formação de bolhas seqüenciais, como um colar de pérolas, pois desta forma a superfície cutânea poderá mostrar irregularidades.

Podemos demarcar previamente a área a ser tratada com corante e dividi-la em segmentos iguais, com o que a injeção seguirá uma evolução mais fácil e uniforme, principalmente em caso de áreas simétricas.

O plano anatômico de colocação do META<>CRILL® é extremamente importante, pois aí reside a maioria das chamadas "complicações", que nada mais são que o resultado de técnica inadequada. A implantação deve ser feita em plano sub-cutâneo, imediatamente abaixo do derma, nunca na espessura do derma. Se feita na parte profunda do sub cutâneo, o resultado será pobre, mas já se formará uma plataforma de apoio para futuro implante.

Evita-se qualquer forma de hipercorreção, pois, como o META<>CRILL® permanecerá com todo seu volume no local colocado, com absorção mínima de seus componentes, qualquer supercorreção será anormal, sendo difícil, depois de algum tempo, a retirada, pelo processo celular que envolverá as microesferas.

Aspecto importante é o implante em áreas cicatriciais. Nestes casos, a injeção deve ser feita cuidadosamente, sem aplicar grande pressão no êmbolo da seringa, pois desta forma o META<>CRILL® se espalhará pela vizinhança da área onde se pretendia colocá-lo, em vista da pouca elasticidade do tecido cicatricial. Quando há cicatrizes devemos implantar o META<>CRILL em sessões repetidas, em pequenas quantidades de cada vez, exatamente como se procede com um expansor de tecidos.

A quantidade a ser implantada dependerá do grau de intensidade da expansão desejada. Como o resultado vai surgindo de imediato, ao se atingir o planejado interrompe-se a injeção.

Ao realizar o procedimento deve-se atentar para a área a ser expandida e para a marcação no corpo da seringa, a fim de se introduzir realmente o volume pretendido.

No período pós-injeção o uso de compressas geladas e o repouso relativo da área implantada são benéficos para minimizar o edema que logo se instala. Este edema dura em média 3 dias, mas há grandes variações individuais. Quando da implantação no vermelhão o edema é bastante intenso.

O uso de analgésicos é necessário em casos especialíssimos, em pacientes hiper-sensíveis.

No caso de edema de maior volume, o uso de corticoide intramuscular deve ser ponderado.

As possíveis equimoses são de evolução expontânea.