HOME
INTRODUÇÃO
MATERIAL
CARACTERÍSTICAS DO PROCEDIMENTO
INDICAÇÕES
CONTRA INDICAÇÕES E EFEITOS COLATERAIS
TÉCNICA DE APLICAÇÃO
HISTOLOGIA
DISCUSSÃO
COMPLICAÇÕES
CURSO DE UTILIZAÇÃO
BANCO DE IMAGENS
CONTATO






     COMPLICAÇÕES


Se obedecido rigidamente o protocolo de aplicação, o índice de complicações do META<>CRILL® é extremamente baixo. A aplicação "em cilindros" impede a formação de cápsulas esféricas, em que a retração é maior.

Em um número muito baixo de pacientes, precisamente em 0.08% do total, houve a formação de nódulos em áreas de implante ou reação inflamatória tardia, meses ou anos após o implante, quase sempre na área correspondente aos sulcos nasogenianos. Estes nódulos, indolores, ficaram palpáveis e até visíveis. Foram tratados por punção com agulha de 1 ½ polegada em seringa de 5 cc onde foi feito vácuo, como uma lipoaspiração. Com esta manobra consegue-se retirar algo do interior destes nódulos.

A reação inflamatória tardia parece ser uma resposta inflamatória na presença de infecção de vizinhança, geralmente polpas dentária, seios para nasais, rino ou oro faringe. Ainda não está determinada sua real causa e o tratamento é o da doença infecciosa original.

Outras formas mais objetivas de tratamento são a injeção intra lesional do corticoides, que é o tratamento de escolha e a ressecção cirúrgica.

Uma forma de complicação, que deriva da falta de conhecimento anatômico da região associada ao uso de agulhas na implantação, é o que se denomina de “Síndrome de Nicolau”. Inicialmente descrita como conseqüência do uso de antibióticos intramusculares, entendeu-se aos implantes. É a conseqüência da injeção intravascular ou intramural de um produto, promovendo trombose e sofrimento tissular a montante, podendo chegar à necrose.

No caso do META<>CRILL® tal acidente é observado em duas áreas: na glabela e no sulco naso-geniano.

Na glabela, pela presença subcutânea das veias supratrocleares, situadas imediatamente abaixo das rugas glabelares. Uma injeção neste local promove a entrada do material na veia, com subseqüente trombose da veia oftálmica superior, perda da visão e lesão da gordura intraorbitária e da musculatura extrínseca do globo ocular. Assim, torna-se proibitivo o implante para tratar as rugas glabelares, devendo-se neste caso utilizar um implante intradérmico.

No sulco naso-geniano o acidente deriva da punção dos vasos faciais ou de seus ramos, seja artéria ou veia. A conseqüência da trombose nestes vasos é a necrose na asa do nariz e de parte da região geniana, por obstrução vascular, isquemia, necrose e infecção secundária. Tal ocorrência pode ser extremamente minimizada com o uso de cânulas para o implante nesta região. É imperioso o conhecimento anatômico da região, mormente em relação ao posicionamento do feixe vascular facial, como que se impediria a penetração do implante nestes vasos.