CARACTERÍSTICAS DO PROCEDIMENTO
Os implantes e enxertos até agora disponíveis usados para corrigir depressões e defeitos corporais mostraram dificuldades de manejo, complicações e deficiências de resultados a longo prazo. Na busca do implante ideal chegou-se a uma etapa com o emprego de um produto injetável, gel de polimetilmetacrilato sob forma de microesferas suspensas em um colóide, que se mostrou seguro, econômico, com resultados permanentes durante o período de observação que já se estende por 08 anos em que foi utilizado por grupo de cerca de dois mil médicos no Brasil e no Exterior, com pouquíssimas complicações, se obedecido com rigidez o protocolo de utilização.
A literatura especializada mostra resultados de estudos histológicos após implante de várias substâncias. De todas, a que mostrou resultados aceitáveis, com menor reação tissular, foi a de microesferas de PMMA, inertes e biocompatíveis.
Entre os diâmetros experimentados, as esferas de 40 micra revelaram-se de tamanho ideal, pois não podem, por seu volume, ser fagocitadas em sua grande maioria, permanecendo deste modo no local onde forem colocadas.
O procedimento é realizado em consultório, em sala de procedimentos, com iluminação, ventilação e mobiliário adequados.
O procedimento é feito com o paciente deitado ou semi-sentado. Procede-se à anti-sepsia do local a ser implantado, com os anti-sépticos habituais. A área a ser tratada é marcada com corante. Usam-se luvas e materiais descartáveis.
O implante é feito com seringa ou pistola especial, com agulhas ou cânulas rombas. Em regiões onde há vasos calibrosos, como sulcos nasogenianos, é mandatório o uso de cânulas para prevenir penetração intravascular.
Todo o procedimento pode ser realizado com o uso de cânulas de 1 mm com orifício lateral.
A anestesia é opcional, podendo ser local, no ponto de penetração das agulhas ou troncular. Deve-se atentar para que o volume de anestésico não interfira com a correção.
Após introdução da agulha ou cânula, o implante é promovido lentamente, em forma de palitos ou cilindros, paralelos, em leque ou em forma quadriculada, nunca em forma de esferas ou lagos.
A correção é feita sob a vista do operador, não necessitando hipercorreção.
Após o implante, repouso relativo e compressas geladas repetidas cada 3 horas no local. O uso de analgésicos é opcional.
Em alguns pacientes observa-se edema de maior intensidade, quando deve ser prescrito corticoide injetável em dose única.
Após 4 semanas revê-se o paciente e se necessário doses complementares do implante são efetuadas.
O edema em geral dura 3 a 5 dias para desaparecer. Qualquer equimose surgida, por ação da penetração da agulha ou cânula, desaparece expontaneamente.